quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fichamento do livro Espelho Partido de Silvio Da-rin





Introdução

Na introdução uma das primeiras discussões do autor é como definir um documentário. É muito complexo abordar teoricamente um documentário. Existem várias formas se definir o que é um documentário, se é um filme sem autores, se é uma cópia da vida real. Todas elas podem estarem certas ou não .
Segundo ao autor existem “diferentes objetivações do que é um documentário” . O que tudo isso tem em comum seriam referencias, seguindo uma tradição.
A primeira ocorrência do termo documentário na lingua inglesa foi atribuida a uma critica ao filme Moana por Jonh Grierson. Em sua critica Jonh cita a palavra documentário, porém dá mais enfase ao cenário do filme, aos movimentos do jovem polinesio. Depois critica as propriedades de documentário do filme por acha-las escapistas demais e que sua primeira critica foi apressada.
Ainda falando sobre o surgimento do termo documentário, discutisse hoje se a citação de Grierson foi mesma a pioneira. Recetemente questionada por Brian Witson, que encontrou um prospecto divulgado em 1914 pelos
Produtores do filme In the land the Headhunters onde encontraram expressões material documentário e trabalho documentário.

Do Cinematógrafico ao cinema
È muito dificil levantar a origem do cinema. Na verdade ele começou na antiguidade e foi se adaptando aos dias atuais, tirando dele a caracteristica de novidade para os contemporânios. Foi se articulando e chegando a uma forma de expressão artistica e cultural.
Tomas Edson e os irmãos Louis e Auguste Lumière estabeleceram novas técnicas que hoje valem a pena serem estudar para entender a atual industria cinematográfica.
Edson fez suas primeiras investidas na área da imagem depois de ter inventado um aparelho que funcionava a base de moedas o fonógrafo e mais tarde o quinestocópio, seria uma máquina com visor individual para a exibição de filmes, também a base de moedas.
A maioria dos filmes produzidos para o quinestocópio eram filmados no estudio Black Maria , um lugar fechado e isolado de interferências externas . Era uma única tomada com atores diante de fundos negros centralizadas e dirigidas frontamente ao espectador.
Louis Lumiére tinha uma maneira diferente de elaborar seus filmes. A partir do cinematógrafo uma máquina leve e a manivela ele faziam seus filmes em locais públicos e ao invés de encenações, apenas a realidade.
Para chegar ao ponto que estamos hoje foi um longo caminho. De início o que chamava a atenção era a técnica, o aparelho e não os filmes em si. Depois que passou a euforia da novidade foi preciso então produzir filmes que chamassem a atenção do público.
Começaram então mostrar eventos e episódios , como por exemplo a paixão de cristo. Esta foi a primeira fase do cinema. As atualidades (paisagens e eventos públicos) eram colocados como documentários.Mas o que acontece é que o cinema as vezes fazia reconstituições do que era realidade, como guerras por exemplo. Eram representados por atores, a maneira de Edson. Eram misturadas cenas reais com encenações. De ínicios as cenas de realidade eram as que mais faziam sucesso. Eram chamados de “jornais de tela”. Mas depois deste periodo as “atualidades” perderam seu espaço para os filmes encenados gradualmente. E em seguida o cinema foi se tornando um lugar mais para entreternimento. Depois de algumas mudanças, o cinema como indústria foi tomando seu espaço. Sendo assim a maneira de contar histórias também foi gradualmente se modificando. Daí então o espectador não era apenas aquele que assistia, mas também ele era o foco principal pois as histórias tinham que girar em torno do público da sua realidade em geral. Para que isso fosse feito ouve uma alterção no estilo de fazer cinema. Filmes com história, começo meio e fim. E no meio desses filmes eram exibidos os filmes de atualidades. O que fez muio sucesso então foram as atualidades e os filmes de viagens. Com um tempo o publico geral acabou se dividido. O que fazia mais sucesso com a grande massa eram os filmes com histórias, enredos, começo meio e fim. As atualidades eram mais absorvidos e tinham mais sucesso com as elites.
Isso porque os filmes relatos e atualidades tinham uma carência maior de escritura filmica, enquanto os filmes de ficção já tinham sua própria indentidade.
O protótipo de um Novo Gênero
Nanook of the North, um dos pioneiros documentários, foi fruto da gravação de um explorador norte americano Robert Flaherty com Inuik habitante da região da Baía de Hudson, norte canadense. Flarerty mostrava em seu filme o modo que a comunidade de esquimós vivia. Foi lançado pela Pathé junho 1922.
O que diferenciava Nanook of the North dos filmes de viagem da época era que ,apesar de não ser um filme de ficção tinha uma narrativa, uma história, enquanto os outros retratavam o dia a dia do próprio viajante.
Além do mais os filmes de viagem tradicionais apenas descreviam o que se passava, no modelo de lumiére, já Flarerty construiu um personagem, Nanook e sua família e um antagonista;o meio onde Nanook vivia e todas as seus contratempos. Flarety , ao poder manipular as imagens e o tempo e não ficar só na observação como eram usais de filmes de viagens inovou porque trazia uma junção de dramaticidade de Edson e a observação do real de Lumiére. Apesar de ser um personagem real, trazia o espectador para dentro do filme.
Em Nanook, Flarety também foi pioneiro na mistura de planos e contra planos muitas vezes fazendo a parte dos filmes ficcionais. Muitas vezes um detreminado plano representava o ponto de vista do personagem. Mas o filme também não seguia rigorosamente as técnicas ficcionais. O olhar para a camera, vetado para os filmes de ficção, fora usado algumas vezesn por Flarety.
Extrair do próprio ambiente elementos para o drama era a base que o cineastra foi aperfeiçoando até obter um bom trabalho. Isso que o diferenciava da ficção. Mas alguma coisa Flarety mudava. Para ele tinha que haver credibilidade, e para tanto ele às vezes colocava em seus filmes cenas para retomar uma tradição que já não era mais existente entre as pessoas que ele filmava.

A estética do documentário clássico.

Jonh Grierson define os filmes que utilizam materiais naturais como dois tipos. Aquele que ele classificaria como inferior, como os newsrellers filmes que meramente descrevem a realidade e na superior filmes que seriam capazes de ter um reanjo, uma nova estética. Estes seriam os documentários.
A dramatização seria algo capaz de trazer mais vida ao documentário, mas ao contrário da ficção, teriam que ser usados ambientes reais, nativos e não atores
Grierson atribuia aos materias naturais uma importância que diferênciava os filmes feitos em estúdios. Para ele nem os cenários nem os atores poderiam mostrar com tanta realidade a vida e o que acontecia ao redor. Segundo Grierson o documentário deve” fotografar a cena viva e a história viva”. Jonh Grierson acredita que a arte serve para um processo de conhecimento do mundo. Por isso , defendia a tese que para se fazer um
Bom documentário seria necessário que o cineastra passasse um determinado tempo junto do ambiente que iria ser filmado entender a vida local.
Grierson faz um diferencial de Flarethy a concepção do héroi real. Para Grierson o que acontecia ao redor, na temática social e do próprio ambiente era mais colaborativo com a sociedade do que o individualismo de uma só pessoa de um só ser.
Jonh Grierson se interressava com os filmes soviéticos. Aqueles que tinham desgnados seus temas com a realidade que a União Soviética estava passando naquele momento.
Finalmente temos a idéia de que a concepção de documentário não está apenas no real. Flarethy deixava claro que algumas coisas ele acrescentava na história, não que eram inventadas, mas temas que davam maior credibilidade ao filme. Jonh Grierson prega que verdade é algo que depende da interpretação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

PCC-A facção, Fátima de Souza


Fátima Souza é uma jornalista que trabalha a bastante tempo como repórter policial. Fátima foi a pioneira a descobrir a existência da facção criminosa PCC(Primeiro Comando da Capital).
No inicio foi muito desacreditada tanto pelo poder público,n que preferia tapar os olhos, e manter a vaidade de que presos não seriam capazes de se organizar. Mesmo assim Fátima tinha contatos com uns dos fundadores da facção “ Geléia”. Ela deixou bem claro antes de tudo que eles não poderiam falar para ela o que iriam fazer, pois ela contaria e denunciaria para polícia, como consta seu dever como cidadã. Então, logo após a facção fazia alguma coisa eles avisavam ela o que foi feito. Ponto chave no livro é quando a jornalista relata que recebeu uma ligação em que um dos detentos fez, dizendo ter matado um dos presos e arrancado seu coração. Logo após isso comeu frito.
A jornalista, ainda incrédula foi averiguar no IML e não haviam dúvidas. Foram achados os corpos, realmente sem coração.
Uma facção que se tornou tão forte e por erro de vaidade das nossas autoridades. Ao invés de averiguar as denuncias da jornalista preferiram falar que era “balela” que não existia. Isso deu força e poder para o PCC crescer nos presidíos. De inicio eles combatiam maus tratos e opressão dentro dos presídios, depois foi se tornando uma organização que induz pessoas ao crime tem sua própria contabilidade e até um estatuto.
Quando finalmente deram créditos a jornalista, já era tarde e tiveram a brilhante idéia de tirar os líderes da facção e colocar em outras cadeias fora do estado. Só que a facção não só era conhecida como respeitada. Foi mais um passo para o PCC conseguir abrir seus tentátuculos.
Dia 14 de maio de 2006 foi a maior prova que o PCC tem força. As autoridades pegaram um jatinho, juntamente com a Advogada do Marcola, o então líder da facção para pedir para ele parar com as rebeliões. Depois de um acordo, Marcola decretou o fim dos ataques, mas como eram muitas prisões e muitas ações que era para ser feitas dentro e fora dos presídios, dia 15 de maio de 2006 a população já estava toda em pânico e muita gente estava aproveitando para fazer arruaças e espalhar boatos.Ou seja. Aquele fátidico dia poderá acontecer novamente a qualquer momento.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Publicidade é um cadáver que nos sorri


de Oliveiro Toscani



Uma reivenção da publicidade. É isso que propõe Oliviero Toscani. Totalmente contrário a idéia que a publicidade tem apenas que mostrar alegria e felicidade, fazendo as empresas gastarem absurdos de dinheiro sem nenhuma criatividade, Toscani é a favor da Publicidade como comunicação Social.
Criador da campanha United Colors of The Benetton, Toscani inovou. Como todo gênio teve também muitas represárias. As pessoas não entendiam a mensagem, pelo contrário foi acusado muitas vezes de explorar a realidade, até pelos meios publicitarios. Muito mais correto seriam pessoas felizes, sem brigas em um mundo completamente utópico e mentiroso.
Para ele não deveria ser assim. Os meios publicitários deveriam firmar uma marca. E não poderiam deixar seu lado social de lado. E foi isso que ele fez com a Benneton.
A campanha da Bennetom chamou tanta atenção que foi alvo de diversas entrevistas coletivas. A maioria criticava, dizendo que Toscani queria vender pulover a base da infelicidade dos outros. Parecia que no meio da Comunicação Social, apenas quem tinha o direito de mostrar a realidade a sociedade era a imprenssa. À publicidade cabia apenas o ato de manipular as pessoas e vender seus produtos. Como se fosse muito mais digno mentir, prometer uma vida de luxo e criatividade que não existia do que promover a realidade nua e crua, e colocar ali o nome de uma marca.
O autor cita a primeira e maior campanha publicitária da história da humanidade. O Criador; Jesus Cristo.
Toscani fez então uma campanha de um novo jeans que bombou com slogans inspirados em episódios biblicos. Mais uma vez o publicitário criou polêmica. O que ele diz é que a publicidade é como uma religião, promete o paraíso, a punição(se você não consome o produto, você está fora da sociedade).
Toscani faz sua critica a publicidade atual, já que por suas palvras a publicidade não mudou nada. Ele cita em uma passagem que a publicidade ficou estagnada e vai “na onda” de filmes e outras colocações.